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	<title>[disfarce seu desprezo]</title>
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	<description>Despreza tudo, mas de modo que o desprezar te não incomode. Não te julgues superior ao desprezares. A arte do desprezo nobre está nisso. Fernando Pessoa</description>
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		<title>[disfarce seu desprezo]</title>
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		<title>[dos medos e vícios]</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 20:24:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[amor]]></category>
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		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[egoísmo]]></category>
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		<description><![CDATA[
Eu tenho medo de vícios, sejam eles quais forem. Nos meus quase 25 anos, procurei ter o máximo possível de experiências, fosse para entender o que é tido como proibido ou para tentar compreender se aquilo seria uma perda ou um ganho na minha história. É certo que, na maioria das vezes, elas ficam sob [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=disfarceseudesprezo.wordpress.com&blog=2979364&post=280&subd=disfarceseudesprezo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="aligncenter size-full wp-image-281" title="Vício" src="http://disfarceseudesprezo.files.wordpress.com/2009/09/v_cio.jpg?w=402&#038;h=500" alt="Vício" width="402" height="500" /></p>
<p>Eu tenho medo de vícios, sejam eles quais forem. Nos meus quase 25 anos, procurei ter o máximo possível de experiências, fosse para entender o que é tido como proibido ou para tentar compreender se aquilo seria uma perda ou um ganho na minha história. É certo que, na maioria das vezes, elas ficam sob a máscara de algo bom, já que, pelo menos, você vai saber do que se livrou. Mas, não importa qual seja a experimentação, em todas elas tento internalizar que não vai passar a ser necessárias.</p>
<p>Eu tenho medo de viciados. Eu tenho medo da forma com que algo que você nunca precisou para viver se torna tão assustadoramente controlador. Seja enquanto você está bitolado com a necessidade de ter aquela experiência ou após ela ter deixado de ser necessidade, o fato é que um vício é algo insuperável, por conta da incapacidade do corpo em resistir à ilusão de prazer que ele traz. Isso vai além de álcool, drogas, cigarro. Isso engloba amor carnal, relacionamentos familiares, qualquer insinuação de posse que venha revestida de cuidado.</p>
<p>Tenho medo de amar demais por causa disso. Tenho medo das crenças exageradas, que por tanto tempo me fizeram pensar que eu era uma pessoa errada e que, mesmo hoje, quando tenho a mais completa certeza de que sou feliz, ainda me atormentam. E, claro, o tormento acaba sendo compartilhado. A religião não impregnou de vícios apenas meus devaneios católicos. Ela faz com que, mesmo por outros dogmas que eu desconhecia até então, minha vida seja pautada pela necessidade de vencê-los.</p>
<p>O exagero é palco, para tentar expurgar todo o mal causado por uma crença que jamais aceitou a felicidade da forma como eu acreditava ser a única. É a crença de que seguir as regras estabelecidas é mais importante do que tentar um sorriso sincero e que fugir delas, mesmo que não haja racionalidade alguma que as explique, faz com que até mesmo a família celebrada pelo amor dos deuses seja colocada à parte, em prol do que Eles dizem ser correto.</p>
<p>Às vezes me pego pensando se toda aquela vontade de ser visto, de ser notado, de ser amado, de ser aceito não vem do receio de que o “eu mesmo” nunca foi compreendido pelo que sempre fomos colocados para acreditar.  Os vícios corroem não porque ainda existem, mas porque não deixam seguir em frente. É preciso gritar contra, demonstrar total controle sobre o que é oposto ao dito como certo, quando o descontrole emocional não deixa ver que o mais simples seria entender a liberdade como uma forma de entendimento.</p>
<p>Não é calar-se. Não é ficar mudo e esquecer o quanto sofreu. Jamais! Se existem erros, eles precisam ser anunciados, discutidos, tratados. O que não deve existir é o vício. É a idéia de que ir contra tudo e todos é a forma de expurgar um sofrimento que, pelo menos agora, só oprime por conta do tempo perdido. Mas será que é mesmo perdido? Provavelmente não. Se há forças pra externar o que pensa, ainda há forças para garantir felicidade.</p>
<p>E há como ser feliz mesmo sabendo que, na maior parte da sua vida, disseram que você estava errado. Mas não estava e é nisso que temos que nos segurar. E deixar o ódio para quem não entende. Nós, por aceitarmos, já decidimos que entendemos. Pelo menos um pouco.</p>
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			<media:title type="html">Vício</media:title>
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		<title>[estranha mania]</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 20:11:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[

&#8220;A vida de Brod era uma lenta percepção de que o mundo não era pra ela, e de que – fosse por que razão fosse – ela jamais seria feliz e sincera ao mesmo tempo. Ela sentia-se transbordar, sempre produzindo e guardando mais amor dentro de si. Mas não havia libertação. Mesa, bibelô de marfim [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=disfarceseudesprezo.wordpress.com&blog=2979364&post=275&subd=disfarceseudesprezo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:small;"><img class="aligncenter size-full wp-image-276" title="estranho" src="http://disfarceseudesprezo.files.wordpress.com/2009/05/366985589_umghn-m.jpg?w=500&#038;h=353" alt="estranho" width="500" height="353" /></span></span></p>
<blockquote>
<p align="center"><strong>&#8220;A vida de Brod era uma lenta percepção de que o mundo não era pra ela, e de que – fosse por que razão fosse – ela jamais seria feliz e sincera ao mesmo tempo. Ela sentia-se transbordar, sempre produzindo e guardando mais amor dentro de si. Mas não havia libertação. Mesa, bibelô de marfim em forma de elefante, arco-íris, cebola, penteado, molusco, Shabbos, violência, cutícula, melodrama, vala, mel, paninho ornamental&#8230; Nada daquilo a comovia. Ela abordava o mundo com sinceridade, buscando algo merecedor do enorme amor que sabia ter dentro de si, mas para cada coisa teria de dizer, Eu não te amo. Mourão de certa cor de casca de árvore: eu não te amo. Poema longo demais: eu não te amo. Nada dava a sensação de ser mais do que na realidade era. Tudo era apenas coisa, completamente atolada na sua coisice.”</strong></p>
</blockquote>
<p align="center"><strong>Tudo se ilumina</strong></p>
<p align="center"><strong>(Everything is Illuminated)</strong></p>
<p align="center"><strong>Jonathan Safran Foer</strong></p>
<p align="center"><strong>&#8230;</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:small;">Categorizar é uma característica evolutiva dos seres humanos. Os homens pré-históricos precisavam saber que animais poderiam caçar, quais as plantas que poderiam comer e, mais à frente, o que poderia ser plantado. Às mulheres, cabia a visão geral da casa, analisando todos os riscos que estavam ao redor da cria, dividindo-os através de categorias, como alimentos a serem evitados e quais animais que poderiam matar seus filhos. </span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:small;">Hoje ninguém caça pra comer (sem trocadilhos) e não tem nenhum tigre dentes de sabre à solta para matar a cria. Mas, ainda assim, temos a mania de colocar tudo divididozinho em nossa cabeça, seja para conseguir fazer associações de um nome à uma pessoa ou saber que dois mais dois sempre vai ser quatro. Isso é bom e necessário, mas acaba sendo um tanto limitante. Pensando de forma egoísta, categorização faz com que padrões estabelecidos sejam mais difíceis de serem mudados. </span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:small;">Por exemplo, fica bem complicado para a minha mãe entender quando digo que não tenho religião mas, ainda assim, acredito em Deus. É estranho para ela alguém ter uma crença que não está definida: não é católico, não é evangélico, não é budista e nem mórmon. Isso cria um certo transtorno de associação, já que não vai existir aquela possibilidade de me colocar em alguma categoria que, através de um nome, vai tratar de definir grande parte do que eu possa ser. </span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:small;">A complicação disso tudo ainda é maior quando se pensa que são as categorias que fazem com que ser diferente não seja considerado normal. As vantagens evolutivas esbarram na diversidade humana, não permitindo que, em muitos casos, as pessoas consigam abrir melhor o pensamento na aceitação de algo que esteja fora dos padrões que ela está direcionada a considerar como certo. </span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:small;">E em pontos que rivalizam com a própria capacidade de adaptação das pessoas, fazendo com que a interação seja dificultada e a gente deixe de conhecer melhor um bando de gente porque esse bando está fora das categorias que a nossa mente resolveu classificar como corretas. Não é querendo justificar o preconceito com ciência, até porque isso soa como eugenia. </span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:small;">Mas é inegável que fica mais fácil viver quando se consegue estabelecer quem é quem na nossa cabeça. Fulano é empresário, gosta de futebol aos domingos e é flamenguista, além de ser do grupo de homens da igreja. Beltrana trabalha com artes plásticas, tem um namorado com quem vive, mas não é casada e cozinha todos os domingos para a mãe. </span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:small;">É preciso que a gente olhe para a pessoa e coloque-a nessas linhas, nesses espaços que vão ser preenchidos e que vão, tristemente, limitar as nossas escolhas na hora de nos relacionarmos. Apesar de, obviamente, não existir obrigação alguma de se viver dando atenção para todos, quando a categorização é baseada em aspectos que ficam restritos ao que se vê e ao que se ouve, há uma perda de oportunidades. O bom mesmo é ter as suas categorias mas que elas não sejam um empecilho para o desconhecido. Se ele não agradar, colocamos aquela sensação na prateleira do que não é bom. E seguimos em frente. </span></span></p>
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	</item>
		<item>
		<title>[ok]</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 19:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Campos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Procure me amar quando eu menos merecer. É quando eu mais preciso&#8221;
Provérbio sueco
É difícil. Mas é válido.
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><strong>&#8220;Procure me amar quando eu menos merecer. É quando eu mais preciso&#8221;</strong></p>
<p style="text-align:center;">Provérbio sueco</p>
<p style="text-align:center;">É difícil. Mas é válido.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/disfarceseudesprezo.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/disfarceseudesprezo.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/disfarceseudesprezo.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/disfarceseudesprezo.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/disfarceseudesprezo.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/disfarceseudesprezo.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/disfarceseudesprezo.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/disfarceseudesprezo.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/disfarceseudesprezo.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/disfarceseudesprezo.wordpress.com/272/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=disfarceseudesprezo.wordpress.com&blog=2979364&post=272&subd=disfarceseudesprezo&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Rafael Campos</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>[7 espalhado]</title>
		<link>http://disfarceseudesprezo.wordpress.com/2009/04/01/7-espalhado/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 17:24:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ela quem mandou, eu mudei algo e pus 7 porque é o número do infinito. 
1. Quando você está apaixonado, volta a ter 15 anos; 
2. Quando você está apaixonado, perde o medo; 
3. Quando você está apaixonado pensa que futuro é algo que só se monta em dupla; 
4. Quando você está apaixonado finalmente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=disfarceseudesprezo.wordpress.com&blog=2979364&post=269&subd=disfarceseudesprezo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><img class="aligncenter size-full wp-image-270" title="punch-drunk-love-1-1024" src="http://disfarceseudesprezo.files.wordpress.com/2009/04/punch-drunk-love-1-1024.jpg?w=500&#038;h=276" alt="punch-drunk-love-1-1024" width="500" height="276" /></span></p>
<p><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><a href="http://cokeandnet.blogspot.com/">Ela</a> quem mandou, eu mudei algo e pus 7 porque é o número do infinito. </span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">1. Quando você está <strong>apaixonado</strong>, volta a ter 15 anos; </span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">2. Quando você está <strong>apaixonado,</strong> perde o medo; </span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">3. Quando você está <strong>apaixonado</strong> pensa que futuro é algo que só se monta em dupla; </span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">4. Quando você está <strong>apaixonado</strong> finalmente entende as músicas; </span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">5. Quando você está <strong>apaixonado</strong> descobre o quão bom é ficar o dia inteiro dentro de casa; </span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">6. Quando você está <strong>apaixonado</strong> entende o que leva as pessoas à se casar; </span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">7. Quando você está <strong>apaixonado</strong> quer que seja a última vez.</span></p>
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			<media:title type="html">punch-drunk-love-1-1024</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>[amigos imaginários, amigos necessários]</title>
		<link>http://disfarceseudesprezo.wordpress.com/2009/03/23/amigos-imaginarios-amigos-necessarios/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 16:22:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
É engraçado como tendemos a ser pessimistas. E, mais engraçado ainda, é o quanto esse pessimismo tende a surgir especialmente quando tudo parece bem. Crescemos acostumados a uma certa idéia católica [não importa a sua religião, a sociedade ocidental tem um grande ranço católico, especialmente a brasileira] de que devemos sentir culpa de tudo o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=disfarceseudesprezo.wordpress.com&blog=2979364&post=265&subd=disfarceseudesprezo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p> <img class="aligncenter size-full wp-image-267" title="amigo_imaginario-copia" src="http://disfarceseudesprezo.files.wordpress.com/2009/03/amigo_imaginario-copia.jpg?w=400&#038;h=361" alt="amigo_imaginario-copia" width="400" height="361" /></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">É engraçado como tendemos a ser pessimistas. E, mais engraçado ainda, é o quanto esse pessimismo tende a surgir especialmente quando tudo parece bem. Crescemos acostumados a uma certa idéia católica [não importa a sua religião, a sociedade ocidental tem um grande ranço católico, especialmente a brasileira] de que devemos sentir culpa de tudo o que fazemos fora daquelas idéias de caminho correto que as religiões estipulam. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Eu fui uma criança extremamente atormentada porque, desde sempre, tenho desejos e idéias que destoavam daquilo que, biblicamente, seria o certo a se fazer. E aqui não estou dizendo que era um prodígio, que ficava discutindo o sexo dos anjos na hora do recreio, longe disso. Aliás, seria até melhor se fosse assim. Eu era apenas um garoto medroso, que acreditava em inferno e, mais ainda, que ele começava mesmo na Terra. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Tive muitas atitudes que agora, em retrospecto, percebo que foram apenas naturais da idade, descobertas necessárias à qualquer ser humano. Mas, naquela época, me faziam sentir medo e culpa de forma física [cara, era dor mesmo] de um tanto que uma das minhas lembranças mais vívidas é de quando eu saia em meio aos ensaios da primeira comunhão para chorar, sentindo que não deveria receber aquele sacramento porque não era digno. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Ainda hoje tenho um enorme sentimento de repulsa com tudo que os crentes na fé católica me fizeram sentir e, ao mesmo tempo, não duvido que grande parte da minha índole [que, sem falsa modéstia, é completamente baseada no tal “fazer o bem sem olhar a quem”] teve os preceitos de Jesus Cristo com guias. Meu problema, claro, hoje percebo isso, não é com o que foi dito sobre ele ou com o que ele disse. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Na verdade, é mais em direção aquela frase do Sartre: &#8220;Não importa o que nos fizeram, o que importa é aquilo que fazemos com o que fizeram de nós&#8221;. Se tem algo que tento por tudo hoje é não reclamar tanto da educação que tive. Porque, sob a maioria dos aspectos, ela me fez ser uma pessoa que, na falta de palavra melhor, é boa. Mas, confesso, ainda é impossível para mim entrar numa igreja e não me sentir oprimido. Também mantenho dúvidas enormes sobre a minha fé e, mais ainda, sobre a necessidade dela. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Quando me vejo nesses momentos pessimistas, é quase instantâneo que o pensamento siga até deus [Deus?]. Mais ainda quando a sua felicidade iminente corre riscos, já que é meio raro sentir-se feliz em tempo integral. Quero chegar num ponto em que eu não precise acreditar só porque me sinto culpado de não fazê-lo. Quero poder escolher no que acreditar por ter chegado em um ponto que todos os meus traumas de infância serão superados [mesmo que aí pareça mais caso de análise do que crença]. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Deus ainda me traz uma idéia maior de ser um amigo imaginário do que, realmente, uma força transcendental que move montanhas. Ser cético em relação à isso não me obriga a não achar que necessitamos dessa sensação de crença, seja em Deus ou em qualquer outra coisa. Crer é necessário, seja no que for. O fato de não termos como escolher isso quando nascemos é que faz com que aprendamos idéias que nos oprimem. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">[esse texto, na verdade, era para ser um e-mail. Mas, acabou que viajei e se tornou isso. Meus traumas católicos mereciam um sem número de discussões, mais ainda com um profissional da área médica. Porém, enquanto não tenho grana para bancar, fico nessa de escrever] </span></p>
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	</item>
		<item>
		<title>[quem vigia os vigilantes?]</title>
		<link>http://disfarceseudesprezo.wordpress.com/2009/03/12/quem-vigia-os-vigilantes/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 18:25:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Ler Watchmen te fez entender bem porque aquela que é considerada a maior HQ de todos os tempos também era considerada a mais impossível de adaptar para o cinema. Alan Moore e Dave Gibbons não criaram uma história apenas na qual personagens falam por meio de balões. Ao subverter a idéia de que o super [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=disfarceseudesprezo.wordpress.com&blog=2979364&post=259&subd=disfarceseudesprezo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p> <img class="aligncenter size-full wp-image-260" title="watchmencapa_01" src="http://disfarceseudesprezo.files.wordpress.com/2009/03/watchmencapa_01.jpg?w=500&#038;h=750" alt="watchmencapa_01" width="500" height="750" /></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Ler Watchmen te fez entender bem porque aquela que é considerada a maior HQ de todos os tempos também era considerada a mais impossível de adaptar para o cinema. <a href="http://www.omelete.com.br/quad/100006266/Omelete_Entrevista__Alan_Moore___Parte_1.aspx">Alan Moore</a> e <a href="http://omelete.com.br/quad/100018324/Omelete_Entrevista__Dave_Gibbons.aspx">Dave Gibbons</a> não criaram uma história apenas na qual personagens falam por meio de balões. Ao subverter a idéia de que o super herói é um deus ex machina e colocá-lo sob a pressão de viver como um ser humano (e o ridículo que pode surgir de um homem que resolve combater o crime de máscara), os autores discutiram toda a cultura envolvida na nona arte e mudaram a concepção do que é uma história em quadrinhos. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Entretanto, da mesma forma que as mudanças trazidas por eles puderam mudar a forma com que os leitores de quadrinhos enxergassem o que tinham em mãos, o cinema atual também garante que todas as idéias possam ganhar vida, se colocadas no eixo correto. E poucas pessoas sabem se valer de uma boa história como <a href="http://www.imdb.com/name/nm0811583/">Zack Snyder</a>. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><img class="aligncenter size-full wp-image-261" title="watchmen_02" src="http://disfarceseudesprezo.files.wordpress.com/2009/03/watchmen_02.jpg?w=500&#038;h=759" alt="watchmen_02" width="500" height="759" /></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">O diretor já havia provado em <a href="http://www.imdb.com/title/tt0363547/">Madrugada dos Mortos</a> (remake do clássico feito pelo mestre <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001681/">George A. Romero</a>) e <a href="http://www.imdb.com/title/tt0416449/">300</a> (de outra referência dos quadrinhos, Frank Miller) que sabe ser fiel às obras que adapta e tem por elas não apenas admiração: ele as reverencia, como um fã de verdade. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">E é essa força de defender a história que faz com que <a href="http://www.imdb.com/title/tt0409459/">Watchmen</a> (EUA, 2009) consiga sair das páginas dos quadrinhos e ganhar vida na telona. É preciso maturidade para ler a graphic novel. Watchmen surgiu em uma época que estava saturada de heróis bobos, que não possuíam identificação com seus leitores e que até mesmo já haviam sofrido perseguição (na época da caça as bruxas, do senador norte americano <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_McCarthy">Joseph McCarthy</a>).</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><img class="aligncenter size-full wp-image-262" title="watchmen_06" src="http://disfarceseudesprezo.files.wordpress.com/2009/03/watchmen_06.jpg?w=500&#038;h=759" alt="watchmen_06" width="500" height="759" /></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Alan Moore (que é também autor do ótimo V de Vingança) discutiu política, crença, relações humanas, sexo, amor, poder e mais um sem número de sentimentos humanos nos 12 volumes do quadrinho, criando uma obra atemporal justamente por essas discussões. Zack Snyder, junto dos roteiristas David Hayter e Alex Tse, conseguiu fazê-lo da mesma forma, transportando a HQ para as telas de forma quase idêntica. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">As cenas dos quadrinhos se movimentam, com posicionamentos de câmera que parecem ter sido colocados dentro das páginas. Locais, situações, até mesmo a adaptação dos trajes é baseado completamente no que é visto na história. A mudança mais forte é mesmo o final que, apesar de manter o objetivo, teve a forma de acontecer alterada. O que, levando-se em consideração o questionamento que fica ao fim da leitura, não tira o mérito.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><img class="aligncenter size-full wp-image-263" title="watchmen_16" src="http://disfarceseudesprezo.files.wordpress.com/2009/03/watchmen_16.jpg?w=500&#038;h=334" alt="watchmen_16" width="500" height="334" /></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Apesar dos elogios, é bom lembrar que o filme não é daqueles que pode ser aproveitado de uma única vez. Watchmen traz uma maior possibilidade de entender o que mantém o fascínio humano por super heróis, quando coloca os próprios homens como detentores de “poderes” que os fazem combater o crime. Não vá ao cinema esperando cenas de ações mirabolantes [apesar que Snyder deu uma pincelada de maior violência, bem aos moldes dos anos 2000], mas sim uma história incrivelmente bem pensada, que fala sobre e para todos. E perceba que o que era impossível de adaptar pode ter se tornado um dos melhores filmes de quadrinhos já feitos. </span></p>
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		<title>[pedantes e inseguros]</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 15:33:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Zeca Camargo é, indiscutivelmente, um cara que tem muita inteligência e muita sorte. Essa combinação nada comum de fatores deu à ele a possibilidade de não só hoje ser apresentador de um dos programas mais importantes da televisão [nem sei a quantas anda o Fantástico, faz tanto tempo que não vejo tv], como fez com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=disfarceseudesprezo.wordpress.com&blog=2979364&post=255&subd=disfarceseudesprezo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Zeca Camargo é, indiscutivelmente, um cara que tem muita inteligência e muita sorte. Essa combinação nada comum de fatores deu à ele a possibilidade de não só hoje ser apresentador de um dos programas mais importantes da televisão [nem sei a quantas anda o <a href="http://fantastico.globo.com/">Fantástico</a>, faz tanto tempo que não vejo tv], como fez com que ele pudesse viajar o mundo inteiro para fazer o trabalho dele.</p>
<p>Zeca Camargo, apesar disso, é um grande poço de egocentrismo. Ler os seus textos é embarcar em uma ode à tudo que ele sabe, que ele ouve, que ele lê. É ficar com uma inveja danada de quem ele já entrevistou mas, ao mesmo tempo, ficar abusado do quanto ele acha que é importante por ter feito isso. E, pior, ele ainda tenta pagar de humilde, mas sempre acaba voltando a se mostrar como o tal.</p>
<p>Eu já pensava nisso desde que o seu <a href="http://hitnarede.com/wp-content/uploads/2008/07/de-a-ha-a-u2.jpg">livro de entrevistas com astros da música</a> caiu em minhas mãos. Mas, só hoje, depois de ler isso aqui:</p>
<p>“Em tempo, só para esclarecer a discussão entre o IgorDG e o Josué, que mandaram seus comentários sobre a possibilidade de eu abraçar os livros no feriadão: a gente sempre acha tempo para ler alguma coisa… Neste carnaval, por exemplo, em função de uma aula que vou dar em breve, li uma ótima trilogia chamada “The liquid continent”, do canadense Nicholas Woodsworth. E ainda consegui ver “Milk” (como já mencionei) e “Quem ser um milionário?” &#8211; que, aliás, é nosso assunto de hoje”</p>
<p>em seu <a href="http://colunas.g1.com.br/zecacamargo/?p=834">blog no G1 </a>é que me deu o estalo para escrever não sobre ele, especificamente, mas a dúvida que me dá ver o quanto há pessoas inteligentes nada humildes. Eu mesmo conheço várias. Aquele pessoal que, por um pouquinho a mais de conhecimento que eles acreditam ter findam por estipular o que pode ou não garantir à eles mais um tanto de saber.</p>
<p>São aquelas pessoas frustadas por não viverem em uma Semana de Arte Moderna constante, em que o não entendimento da maioria é combustível para que eles possam tecer loas ao que eles também não compreenderam. É fácil identificar pessoas assim. Tempo desse eu mesmo vi um documentário de umas moças da UESPI sobre Intervenções Urbanas e essa necessidade pulsante de demonstrar erudição saltava na tela. Mas, tentar mostrar que se é inteligente só faz com que você demonstre que quer se vangloriar.</p>
<p>Por exemplo, eram comuns os discursos inflamados sobre o fato de que as Intervenções Urbanas eram a arte que ia contra o “sistema”. Me dava urticária ainda ver pessoas que, nos dias de hoje, usam a palavra sistema como se ela representasse um aglomerado de homens com cara de sangue-sugas em ternos Armani, prontos para garantir a vitória do capitalismo em todas as instâncias. Mas elas precisavam mostrar que entendiam algo daquela arte.</p>
<p>Precisavam dar uma opinião, dizer que eram poetas, que liam sobre aquilo tudo e, coitadas, acabavam engolidas nas palavras de quem, realmente, entendia do que estava falando, não porque demostravam essa buscada erudição, mas porque, simplesmente, se interessavam sobre o assunto e tinham como falar dele. O Zeca é um exemplo mais top.</p>
<p>Porque é visível que ele entende sobre o que está falando. A não ser que ele escreva bem melhor do que imagino, não dá para ter a segurança que ele tem com pedantismo. Mas me incomoda ver que, ao mesmo tempo, ele parece inseguro com as opiniões alheias, o que poderia justificar tamanha necessidade de dizer “Sim, eu posso” [nenhuma relação à obamania aqui, ok?]. Daí surgem esses dois grupos, o dos pendantes e os dos inseguros, que se encontram no receio de que achem que eles não entendem.</p>
<p>Como jornalista, acabo sendo cobrado diariamente para saber. Saber quem foi nomeado ministro, quem veio acabar com a farra corrupta, quem transou com a Jeniffer Aniston ou quem venceu o Oscar. Aliás, saber é pouco. É preciso dizer o que achei da nomeação, se concordo com as ações anti-corrupção, se o sexo da Aniston é notícia e se o Oscar foi justo. E, gente, isso é um saco.</p>
<p>Pode vir aqui outro jornalista argumentar que isso é algo da profissão, que temos de ficar sempre atentos para que tenhamos essa visão global, mas, por favor&#8230; Qual a vantagem em ser pedante ou inseguro? Não quero aqui me justificar de não saber fatos que, realmente, são meio que obrigatórios de se saber. E, admito, é terrível ouvir aqueles “Como assim, você não sabia?”.</p>
<p>Mas é que a gente vive num paradoxo tão grande ultimamente [informação demais que resulta em pouco conhecimento], que fico me perguntando se não seria mais sensato dar um direcionamento à isso tudo. Por exemplo, o próprio Zeca é craque em cultura pop. [eu não sei se o elogio ou se o detono, percebam].</p>
<p>O que me irrita é saber a quantidade de gente que acha que isso é sim importante e que jornalistas tem que dar opinião sobre tudo. Vai ver é culpa do sistema. Ou eu quem me enrolei todo nesse texto&#8230;</p>
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	</item>
		<item>
		<title>[eu caio e sacudo]</title>
		<link>http://disfarceseudesprezo.wordpress.com/2009/02/12/eu-caio-e-sacudo/</link>
		<comments>http://disfarceseudesprezo.wordpress.com/2009/02/12/eu-caio-e-sacudo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 16:24:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Há muito e muito tempo que venho, de blog em blog, falando sobre a minha completa ojeriza ao fato de que eu só sei amar demais. Não existe meio-termo, mais ou menos ou gostar com o tempo. Quando o assunto é esse, só funciona quando ponho o pé na jaca. Sem receios, sem medos, sem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=disfarceseudesprezo.wordpress.com&blog=2979364&post=253&subd=disfarceseudesprezo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Há muito e muito tempo que venho, de blog em blog, falando sobre a minha completa ojeriza ao fato de que eu só sei amar demais. Não existe meio-termo, mais ou menos ou gostar com o tempo. Quando o assunto é esse, só funciona quando ponho o pé na jaca. Sem receios, sem medos, sem qualquer lembrança daquela última vez que doeu o suficiente pra que você desejasse a morte. Só a certeza de que, dessa vez, é bem maior que a última e assim sucessivamente.</p>
<p>Mas, assim como acontece com o amor que sinto pelo meu irmão, tenho o pensamento racional de que amar demais é um problema sério, visto sob a ótica do Rafael (como sempre). Primeiro, por conta do meu puta “complexo de superioridade direcionado à merdas”. Explico: não é um convencimento que faz com que eu fique fazendo ar de blasé para qualquer pessoa que tenha qualquer frescura comigo.</p>
<p>Eu me acho de pensar que sempre sempre sempre que a pessoa que eu ame tem um problema, a culpa é minha. Do tipo que um “A gente precisa conversar” desencadeia toda uma série de pensamentos pregressos sobre o que eu possa ter feito, sob que circunstância e blá blá blá. Mesmo com a consciência limpa, sabendo que não havia nada com o que se preocupar, fico encucado achando que aquela conversa será o início do fim.</p>
<p>E, na maioria das vezes (NA MAIORIA DAS VEZES) o problema é algo externo, distante, e o “A gente precisa conversar” significa “Quero conversar com você porque isso me acalma”. Mas, antes de saber disso eu já analisei todos os meus passos, minhas refeições, até as vezes em que fui ao banheiro pra saber se fiz alguma cagada [não literal] que justificasse a conversa. Bom, isso é só um exemplo, mas a minha gastrite entre numa lombra louca com ele.</p>
<p>O fato é que amar demais [e, é bom deixar bem claro, dá pra amar demais mesmo sendo correspondido] te deixa com muitas dúvidas sem sentido, típicas de quem está apaixonado, mas extremamente cansativas para alguém que, como eu, tem noção de o quanto elas são desnecessárias. Porque não é suficiente ouvir um “Eu te amo”? Não faço idéia. Mas é certo que, da mesma forma que a distância traz dúvidas, a proximidade retira toda preocupação e lá estou eu com raiva de novo de mim mesmo porque, não adianta, não fico com raiva de quem eu amo quando ela está por perto.</p>
<p>É um paradoxo constantemente renovado, ainda mais quando os problemas que te cercam acabam ficando restritos à situação do seu relacionamento. Sabe aquele lance de que o ser humano é um eterno insatisfeito? Então! Encontrar problemas onde eles não existem é uma dolorosa forma de não acreditar em tanta felicidade. Estranho demais, minha gente&#8230;</p>
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		<title>[verdade e consequência]</title>
		<link>http://disfarceseudesprezo.wordpress.com/2009/01/27/verdade-e-consequencia/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 16:40:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Campos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O aspecto mais engraçado da verdade é o quanto que ela ganha os mesmos contornos da mentira quando você tem bem mais do que preocupações com o seu boletim escolar. Não que seja melhor viver uma mentira e todas os ensinamentos maternais devem ser celebrados nesse momento. A questão é que o mundo em que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=disfarceseudesprezo.wordpress.com&blog=2979364&post=248&subd=disfarceseudesprezo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="aligncenter size-full wp-image-249" title="true" src="http://disfarceseudesprezo.files.wordpress.com/2009/01/true.jpg?w=425&#038;h=282" alt="true" width="425" height="282" /><span style="font-family:Arial, sans-serif;">O aspecto mais engraçado da verdade é o quanto que ela ganha os mesmos contornos da mentira quando você tem bem mais do que preocupações com o seu boletim escolar. Não que seja melhor viver uma mentira e todas os ensinamentos maternais devem ser celebrados nesse momento. A questão é que o mundo em que eu vivo não aceita as verdades tão bem quanto finge não perceber as mentiras. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">E aqui não estou me lamentando, até porque esse tipo de lamúria já foi mais do que vista e revisada, mas é sempre bom falar sobre você mesmo quando se percebe que existe sim uma linha muito tênue entre as sensações causadas pela verdade e pela mentira. Há umas duas semanas eu falei sobre minha completa incapacidade de ser 100% sincero com quem amo. Na semana seguinte, eu digo para o Pedro que não existem mais mentiras entre nós dois. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Quanto paradoxo para um ano que mal começou, não é mesmo? Me sinto feliz, me sinto muito bem podendo saber que encontrei os melhores amigos que alguém precisa mas, ao mesmo tempo, sempre vai existir aquela solidão natural do distanciamento, da minha idéia formada de que, não importa o tamanho dos seus problemas, só você vai enxergá-los tão grandes. E é aí que vejo uma completa desvantagem entre a verdade e a mentira. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Que tal manter seu problema longe do conhecimento de quem você ama? Prático. A tua angústia não precisa ser partilhada, até porque ela não é única, nem sua e nem dos outros. Você se mantém preso aos seus pensamentos, consegue [pelo menos consigo] trabalhar certos conceitos sozinho e, voilá, passa pelo turbilhão sem incomodar ninguém. Mas, só pra ser ruim, sempre vão existir aquelas angústias que, de tão grandes, transbordam e você acaba tendo de recorrer a quem ama. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Daí você fala a verdade, explica a situação, conversa, ouve, abraça, beija, teme, não teme, se destempera, tudo isso durante uma noite apenas, somente naquele momento em que tudo se fez visto. Daí chega aquela outra noite, sozinho no seu quarto [completamente sozinho em seu quarto], pensando que até quem você mais ama tem mais problemas a resolver do que suas bobagens sentimentais e a agenda do celular é mínima. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Por que ligar pra ele? Por que ligar pra ela? Para ouvir o que? Tudo parece resumido à um “calma”, “vai passar”, “é assim mesmo”, numa sucessão de frases feitas que, em nenhum momento, denotam falta de preocupação do seu ouvinte mas que, simplesmente, mostram que aquilo é seu e não adianta ficar choramingando. Sabe o que é mais engraçado de tudo isso que eu sinto?</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Jamais conseguiria imaginar que alguém pensa isso de mim. Pelo contrário. Quero ser procurado, quero ouvir lamentos, quero compartilhar. Mas não acho que você precise fazer o mesmo porque nunca penso que aquilo é completamente desprovido de um “ah, meu deus, lá vem de novo”. É por isso que me sinto muito sozinho, na maior parte do tempo. Porque criei essa ilusão de que o importar-se é uma característica de quem tem pouco a oferecer. Por isso que me importo. Porque é a forma de manter vocês por perto. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Daí eu fico nessa dicotomia maluca, falando verdades e mantendo mentiras, de acordo com o que imagino que possa fazer com que ninguém tenha problemas que sejam originados por mim. Esse texto, por exemplo, é ótimo para mostrar isso. Porque duvido que alguém não já tenha desistido dele na metade quando pensou: “Lá vem esse cara choramingar de novo”. É isso. Por aqui é mais fácil ser verdadeiro. </span></p>
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		<title>[quem quer ser milionário?]</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 01:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Campos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
Tem gente que precisa de bem pouco pra ser feliz. Jamal só precisava de Latika. Mas, precisar de alguém em meio à pobreza indiana pode ser mais do que se supõe. E, no desespero de conseguir a única coisa que necessitava pra sua felicidade, Jamal arrisca tudo. Inclusive um prêmio de milhões de rúpias. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=disfarceseudesprezo.wordpress.com&blog=2979364&post=240&subd=disfarceseudesprezo&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal"><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--> <img class="aligncenter size-full wp-image-241" title="hr_slumdog_millionaire_3" src="http://disfarceseudesprezo.files.wordpress.com/2009/01/hr_slumdog_millionaire_3.jpg?w=500&#038;h=333" alt="hr_slumdog_millionaire_3" width="500" height="333" /></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;line-height:150%;font-family:&quot;">Tem gente que precisa de bem pouco pra ser feliz. Jamal só precisava de Latika. Mas, precisar de alguém em meio à pobreza indiana pode ser mais do que se supõe. E, no desespero de conseguir a única coisa que necessitava pra sua felicidade, Jamal arrisca tudo. Inclusive um prêmio de milhões de rúpias. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;line-height:150%;font-family:&quot;">Danny Boyle já falou de drogados, de zumbis e da destruição do sol. Não sei se já havia falado de amor, mas agora, com <a href="http://www.imdb.com/title/tt1010048/">Slumdog Millionaire</a> ele não precisa se preocupar mais com esse sentimento: já conseguiu mostrar em película o quanto ele é belo, animador, excitante e necessário. O filme tem um roteiro de idéia simples: um favelado indiano participa do programa Who Wants to be a Millionaire? (nosso conhecido Show do Milhão) e começa a responder todas as perguntas de forma correta. </span></p>
<p class="MsoNormal"><img class="aligncenter size-full wp-image-242" title="slumdog-millionaire-fl-02" src="http://disfarceseudesprezo.files.wordpress.com/2009/01/slumdog-millionaire-fl-02.jpg?w=500&#038;h=333" alt="slumdog-millionaire-fl-02" width="500" height="333" /></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;line-height:150%;font-family:&quot;">O problema é que ele parece saber demais e vai preso, suspeito de estar trapaceando. A questão é que ele não está e, a partir da sua trajetória de vida pelas ruas apertadas e infestadas de gente de Mumbai, capital da Índia, ele vai justificando o conhecimento de cada uma das respostas. E, mais ainda, ele mostra que tudo o que sabe acaba sendo relacionado ao grande amor da sua vida. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;line-height:150%;font-family:&quot;">Lendo assim parece bobo. Quem quer ver a história de um moleque que não tem grana pra garantir o amor da mocinha? Mas aqui é Danny Boyle, minha gente. Cercado de gente tão boa quanto ele, do diretor de fotografia inspirado (Anthony Dod Mantle, que soube estourar todas as cores de uma boa produção de Bollywood), uma trilha sonora magnificamente bem escolhida (feita pelo indiano AR Rahman) e de atores que vão do altamente talentoso à fofura extrema (o menino Jamal é sem explicações e o Dev Patel, que o faz grande, já é meu brother desde Skins), ele escolheu tudo à dedo. </span></p>
<p class="MsoNormal"><img class="aligncenter size-full wp-image-243" title="slumdog460" src="http://disfarceseudesprezo.files.wordpress.com/2009/01/slumdog460.jpg?w=460&#038;h=276" alt="slumdog460" width="460" height="276" /></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;line-height:150%;font-family:&quot;">O filme, todo feito na Índia, ainda corrói suas idéias pseudo-ativistas ao mostrar a pobreza do país de forma bem crua, especialmente com as crianças, que são usadas de todas as formas para conseguir sobrevivência: delas e de quem mais for preciso. E, mais ainda, mostra que essa mesma pobreza fica bela (mesmo que não menos incômoda) quando filmada em película, como a gente vê fácil em Cidade de Deus, por exemplo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;line-height:150%;font-family:&quot;">Slumdog Millionaire é um filme belo, no sentindo mais pleno da palavra. É uma luta meio que inverossímil, especialmente em um local tão recheado de possibilidades de nada dar certo como a Índia mostrada na tela. Mas, é justamente por isso, justamente por você sentir tantas coisas diferentes, como tensão, felicidade, amor, raiva, ódio, esperança é que você se despe da precisão de um fio narrativo de extrema verdade pra uma história que parece se propor à ela. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;line-height:150%;font-family:&quot;">Você entra no sorriso de Jamal e no olhar dele pra Latika. E percebe que, puta que pariu como tô influenciado, que interessam 20 milhões de rúpias se eles podem ficar juntos?</span></p>
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