[disfarce seu desprezo]

[a friend of mine]

30 Maio, 2008 · 3 Comentários

Eu não sei se era falta de carinho, necessidade física ou só a velha vontade de fuder. O que eu sei é que ela chegou lá em casa cedo, matando aula, dizendo que fazia uma tempão que a gente não conversava, que estávamos distantes, o que me foi estranho, já que era uma segunda e nós tínhamos ido aquela festa na sexta.

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Pediu que a gente fosse no barzinho perto, compramos 16 “long nets”, como ela dizia estalando o “t” e voltamos pro apartamento. Até então eu só via uma bela oportunidade de beber de graça, já que ela pagou tudo, inclusive o tira-gosto, e fiquei naquela, sentado na cama, enquanto ela olhava fotos no computador.

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Você tá bem mais magro, eu já te disse?”

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Hum?”

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Mais magro. O que é engraçado, porque beber é algo quase ligado em ti”

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Você fala isso como se fosse uma pessoa extremamente sóbria, né?”

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Não sou mesmo. Não gosto da sobriedade”

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Nem eu. Me faz ter medo. Bêbado a gente vê o mundo girar”

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Ah, eu desgosto né por isso não. Acho chato porque sóbria você nunca pode manter a justificativa da cachaça. E, mesmo furada, eu acho ela sempre válida”

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E você a usa assim, é?”

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Não, né? Até parece que você não sabe quem são cada um dos caras que eu fico. Mas é sempre bom ter isso guardado”

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Sempre fui muito inocente para essas coisas de sexo. Todo esse papo inicial e eu ainda imaginando que ali era só um momento entre dois amigos discutindo sobre bebida. Deveria ter sido mais atento ao quando ela mexia no cabelo ou mesmo quando ela ria de mim tapando a boca, coisa que nunca fazia.

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Ou mesmo no quanto ela ria. Tá, não era nada descontrolado, até porque daí eu pensaria em doenças e não em sexo, mas eu parecia ter descoberto o timing de humorista. Qualquer piadinha, fosse sobre o anel da joalheria Matos ou o cecê do colega de trabalho, ela sempre tinha um jeito de mostrar que eu tinha dito algo maravilhosamente engraçado.

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E ela bebia. Não precisamos mais que uma hora para dar fim às long nets. Matutei sobre as possibilidades etílicas, ainda distante das sexuais, e decidi que aquele vinho guardado seria uma boa opção. Mesmo que ela estivesse diferente, conversar sempre esteve entre os nossos passatempos prediletos e que fazíamos muito bem.

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Nesse meio tempo, já estávamos na cama. Ela pôs umas músicas estranhas pra tocar, coisas que ela gostava e eu não, mas isso a fazia se remexer, deitada. Depois eu vim saber que ela estava tentando ser sexy, mas eu só imaginava que ela estivesse com alguma dor musical, tamanho remelexo e caras estranhas ela fazia.

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Acho que a minha lerdeza estava fazendo com ela tivesse de jogar baixo. Mas, como diabos eu ia pensar que aquela pessoa que sempre tirou brincadeiras quanto a remota possibilidade de a gente transar fosse estar ali, dançando a dança do acasalamento, na minha cama?

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Sei que ela começou a reclamar do calor. No que eu me levantei para ligar o ar-condicionado, ela tirou a blusa que usava por cima e ficou com uma regatinha colada. Eu não sei se era falta de carinho, necessidade física ou só a velha vontade de fuder. Sei que eu comecei a olhar praqueles peitos dela e o vinho bateu.

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Daí eu comecei a achar que tirar a blusa tinha relação com “quero transar com você”. Daí eu comecei a achar que lamber o copo rindo tinha relação com “quero transar com você”. Daí eu vi que aquele papo de mais magro tinha relação com “quero transar com você”. E daí nós transamos. E, depois que acabou, eu pensei que o ar-condicionado deveria estar ligado… Ficou quente demais…

Categorias: sexo

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