[disfarce seu desprezo]

[notas de um recém formado]

25 Fevereiro, 2008 · 5 Comentários

= Por mais (1) que eu tente pensar o contrário, ainda não sinto nada além de um sentimento ‘pois é, me formei’ por ter recebido o grau através das intruncadas palavras do pró-reitor. Não é indiferença, acho que é mais não me dar conta realmente do que aconteceu.

= Por mais (2) que você passe o curso inteiro escutando que ter um diploma não é nada, que é só o comecinho do comecinho e sabendo que tem muito de verdade nisso, a maioria das pessoas ficam radiantes quando sabem que você se formou, não importa para o que tenha sido. Minha avó mesmo me deu 100 reais e ainda achou pouco.

= Por mais (3) que eu tivesse tentado, ficou meio que impossível não fazer uma festinha para comemorar esse balaio todo. Amigos novos, amigos velhos, amigos mais ou menos e até não-amigos (¬¬) sentados, se refestelando em nome da minha formatura. Adorei e o gasto foi bem menor sem a pompa toda que a maioria quer.

= Diplomação por diplomação continuo recebendo como estagiário e chego naquele determinado ponto em que você tem de olhar para o seu chefe e dizer: ‘Como é, mano?’. Estando o jornal em que eu trabalho no meio de um processo de mudança na chefia, fui aconselhado a ficar na minha até que se saiba quem é o novo bam-bam-bam, para daí sim chegar nele e ‘Mé que é, truta?’. Ainda não sei se fico com a primeira ou a segunda frase.

= A pior parte e a que sempre foi visada desde que começou essa onda de se formar é o velho ‘fazer o que agora’. Minha decisão mais inicial é passar o resto de 2008 por aqui (insira uma prece clamando por paciência nesse espaço), juntar aquela grana que eu prometo a mim mesmo tem uns três anos e ir mimbora para uma galáxia muito distante, sem sabre de luz mas com a força do capital. Ainda quero convencer um amigo (quem se habilita?) a vir junto nessa empreitada, porque viajar só é para turistas sexuais.

= Eu preciso ter um cartão de crédito para comprar coisas legais com meu salário de profissional, mesmo que isso vá na direção contrária ao meu desejo de ser dinheiristicamente prudente nos próximos meses. Mas cansei de ver o Pedro comprar super coisas e ficar me fazendo inveja só porque ele ganha mais do que eu. E olha que isso vem acontecendo desde 2005, quando ele resolveu que ia ter um Game Cube.

= Meu irmão fica um arraso de terno, não é mesmo?

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